O excesso de exigências impediu que a Arena da Ilha estivesse apta a tempo para receber o jogo entre Flamengo e Botafogo, mas o palco do clássico, que tem todos os laudos em dia, recebe jogos desde 2013 com problemas estruturais. O estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, permanece com situações apontadas em um relatório de 2013 como urgentes para a realização de jogos, entre elas rachaduras e afundamento de piso, como descrito em relatório obtido pela reportagem.
A Prefeitura de Volta Redonda, que naquele ano contratou outra empresa de engenharia para refazer a avaliação e ter a aprovação e laudos, mudou, e a administração atual admitiu que há melhorias pendentes que serão feitas para a obtenção dos novos laudos a partir do ano que vem. O estádio é palco de jogos desde 2013. No relatório, assinado pelos engenheiros Luis Carlos da Silva Ávila e Marcos Vinicius De Almeida, foram apontados quatro anomalias com grau de risco "crítico" e necessidade de intervenções "imediatas".
De acordo com a assessoria do prefeito Samuca Silva, o ítem que diz respeito a um vazamento em uma academia do estádio não interfere no jogo. O seguinte, que trata de uma trinca no túnel central, teria sido resolvido em convênio com o Ministério do Esporte. O afundamento do piso no "corredor B" e rachaduras na laje de acesso as arquibancadas estariam dentro do prazo para resolver, mas pendentes. A Prefeitura não informou o prazo.
Felipe Moura de Araújo, administrador do estádio, lembrou que mesmo com o laudo atualizado até o fim de 2017, há projetos para melhoria estrutural no estádio no ano que vem.
- Todas (as melhorias) não foram feitas, com certeza. Mas já estamos fazendo o projeto. A gente fez a vistoria com as pessoas novas. Chamamos as pessoas responsáveis para avaliação e laudo. Como o que vale é até 2017, estamos em procedimento para melhorar ano que vem - disse o representante.
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